O Cinema me faz respirar melhor, ele me ajuda a viver. (2012)
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O cinema é o avô do audiovisual, sendo que no meio temos a televisão. Avô, filho e neto. Hoje, o neto responde pelos três. (2009)
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O filme pra mim é modo de expressão, mas também é ponto de convergência, onde se reunem as melhores qualidades dos envolvidos na produção. Modo de expressão do diretor mas também é o melhor que cada um da equipe pôde doar ao filme. (2009)
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É modo de expressão porque não consigo ver o filme simplesmente como produto, como mero resultado destinado ao comércio, vejo o filme como elemento de transformação. Mesmo que não seja do público, mas é trasformador para o realizador, não dá pra sair imune da produção de um filme. (2009)
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O cinema é meu futebol. (2009)
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Comparando-se a camera cinematográfica com um olho, ela seria o olho do cineasta. Assim, a camera deixa de ser apenas uma engrenagem que filma, nela se concentrará também todo um “equipamento intelectual” ¹.
Cada olho tem um comprometimento, uma história acumulada, um gosto. Assim, a camera passa a ser o cineasta, e esse será um ponto de vista na infinidade de imagens possíveis em todo mundo.
A camera é necessária para o registro da imagem, mas isso não quer dizer que não temos imagem sem camera. Partindo-se então da imagem e não da camera, rompe-se a linearidade, já que não limitamos as imagens a um único ponto de vista. (2006)
Cesar Fernando de Oliveira
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¹ SARNO, Geraldo. Glauber Rocha e o Cinema latino-americano. Rio de Janeiro, UFRJ, Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, 1995.